Quarta-feira, Janeiro 11, 2006

Saudades

Gente.. nem sei se vão acessar o blog.. mas vamos lá...

Tava com saudades disso aqui. Tá tudo tão corrido ultimamente... nem vejo o M&m's. Ultimamente minha única diversão é chegar ressaqueada em casa... dpois de uma festa.. ou um fim de semana na praia... e depois trabalho... trabalho... por isso que bebo!!! Mas acabo esquecendo dos outros afazeres, tipo... não deixar o blog entregue as moscas.. visitar meu amor que agora mora sozinho... mas não tenho tempo... PRECISO DE AJUDA!
As baladas tão me matando!!!!


Olha o que mandaram pra meu e-mail:

Vamos a inúmeras baladas,sabemos viver;às vezes damos umas mancadas,mas isso só nos faz crescer;curtimos o que a vida permite,às vezes umas coisinhas que não;o que importa é sentir que juventude existe, que temos uma história em construção ;conhecemos pessoas diferentes, diversas origens, idades e crenças;somos todos sobreviventesdesse país de diferenças; sempre nos apaixonamos sem querer,estamos à mercê da balada;queremos é curtir e viver, pra não envelhecer na hora errada;"Somos baladeiros, somos conscientes,enquanto não encontramos
alguém especial,somos independentes"!


POde??? rimas bem chinfrins.. mas fazer o que né?
Tenho saudades daqui... resgatem-me por favor!

(fura... saudades de vc tb!)

Segunda-feira, Outubro 24, 2005

Festa no ceú.

O veio embarcou ontem. E hoje eu estou de preto, não que isso seja grande mudança.
Vou explicar.
Meu querido avô faleceu ontem de manhã, um dia depois do seu aniversário de 80 anos, e deixando saudade para todos, inclusive algumas meninas.
Percebo agora que não chorei em nenhum momento do velório, e que não verdade não sofri como o resto da família, e que só agora choro um pouco. Pensei que eu não me importava, mas eu não queria é que o velho me visse chorando.
Meu avô era militar, no entanto, não chegava a ser turrão ou ranzinza como se pinta por aí, e parecia até mais novo que seus próprios filhos. Praticava capoeira e andava na praia todos os dias de manhã, era um atleta, jovem, e galanteador; depois que minha avó morrera, ele voltou à velha vida de pegar gatinhas.
Não, sério, gatinhas mesmo. Passei vários apertos com namoradas por causa de meu avô. Eu, que aprendera com ele as táticas de guerrilha do amor, observando apenas, ou através de celebres frases como: “- Meu filho, vai lá, quem não dá chute não faz gol.” ou “- Olha sempre a cara da sogra, sempre, um dia você vai ma agradecer.”, e tinha um pai que não tinha tempo de me ensinar essas coisas, passei boa parte de minha juventude tentando superar meu avô, mas nunca consegui: as namoradas dele sempre eram mais bonitas ou mais novas que as minhas.
Seu Irenio era uma grande figura, só os filhos dele que não percebiam o tesouro que tinham na mão. Ele havia vivido muita coisa, mas muita mesmo, e pedir um conselho para ele era como consultar um oráculo, ou como ele dizia, era batata, o velho não errava nenhum palpite, tinha sempre um sorriso no rosto, e uma nota de dez reais no bolso. Essas notas de dez reais era uma mágica que ele tinha aprendido. Dizia ele que só existe um tipo de problema que as pessoas enfrentam: falta de investimento; ou elas precisam do tempo de outra pessoa pra falar sobre seus problemas, ou de dinheiro de outras pessoas para resolver os problemas que não querem ou não podem contar. Então tempo e paciência ele tinha demais, e se você contasse os problemas a ele, de duas uma, ou ele fazia o problema parecer pequeno ou contava uma coisa engraçada sobre o problema e você que havia chegado triste e cabisbaixo, saia sorrindo. Pros outros problemas ele tinha a nota de dez reais no bolso.
Meus tios tentaram por anos podar o pobre velho, tentavam de toda maneira fazer seu Irenio se mudar para casa de algum deles, para que pudessem cuidar dele, e proibi-lo de fazer as coisas que ele gostava e que o faziam feliz, inclusive de continuar pegando meninas de 21 anos, mas o velho era sabido e não deixava ser pego. Passou a vida morando na beira da praia, vivendo a vida em marcha lenta, acordando de madrugada para aproveitar cada minuto, e andando sempre pra continua evoluindo; com seus oitenta anos, ele fazia curso de inglês, violão, dava aula de capoeira, e cantava. Era bonito de se ver o velho cantando, cantava as meninas que era uma maravilha.
Foi internado na mesma marcha lenta, andando por conta própria até a UTI e dispensando a cadeira de rodas. E é nessa parte que eu choro, de felicidade, porque meu pai que parece ser tão obtuso emocionalmente na maioria das vezes, foi para o lado dele no leito da UTI, e enquanto seus irmãos cuidavam da parte financeira da internação, ele conversou com o velho. Falou que o amava, e que ele deveria ficar tranqüilo que tudo ia ficar bem. Pediu perdão pelos erros que havia cometido, e disse pra meu avô imaginar uma praia, Itapoã, que era a praia que Seu Irenio amava em Salvador, pediu para seu pai imaginar que andava pela praia como sempre fizera e que a imaginasse mais bela como nunca a viu, que andasse por ela até o final, e admirasse cada pedra e cada grão de areia como nunca havia feito. E meu avô morreu sorrindo, dormindo, imaginando a praia que amou.
Todo mundo soube que ele morreu sorrindo, antes mesmo que meu pai contasse a história, pois no velório, todo mundo via um lindo sorriso em seu rosto. Acho que foi por isso que choro só agora e não tive coragem de chorar na frente dele. Eu não queria arriscar desfazer aquele sorriso.
Vou sentir falta de Seu Irenio. E hoje já deve estar marcada uma festa na nuvenzinha dele. Amém.

Quinta-feira, Outubro 20, 2005

Hoje não, volte amanhã.

Estou tentando mudar o lay do Relicário, então, hoje texto está em falta.

Leiam os posts antigos que vocês não leram. =p

Segunda-feira, Outubro 17, 2005

Julgamento

- Você confessa os crimes por quais está sendo acusado?

- Confessaria se estes fossem meus.

- Então você afirma que estes crimes não são seus?

- Não, não são meus, talvez de um outro qualquer.

- Lembre-se que está sob juramento, você é culpado?!

- Apenas de não tê-los cometido.

- Você mente.

- Todo bom escritor é mentiroso.

- Confessa então ser um mentiroso?

- Confesso não ser um bom escritor.

- Cometeu tais crimes por não ser um bom escritor?!

- Mas sou um bom mentiroso, o que dá na mesma se esquecer às regras.

- Esqueceste as regras?

- Eu nunca as soube.

- Assassinara a gramática, conseqüentemente, por ignorância?

- Nunca encostei um dedo sequer em nenhuma gramática.

- Então nega a ter violentado?

- Nego ser ignorante.

- E a gramática?

- Nunca foi minha amiga.

Terça-feira, Outubro 11, 2005

Inocência roubada. (Aparece Lopan!)

Repostagem de um texto antigo, quando um grandre amigo surgiu aqui no relicário, quando nem era relicário ainda. Meu grande amigo Lopan.


Meu pai sempre foi uma cara bom, até demais. Nunca fez nada que sujasse seu nome, nem que pertimitisse que o mundo o recriminasse, enfim é um cara bom.
Já eu sou essencialmente mau, não muito. Egoísta, invejoso e insano. Sempre fui de dar tapa nas costas de um amigo em necessidades, só pra ver o filadiputa ir de cara no chão. E meu sonho sempre foi ajudar os outros, sendo atendente daquelas linha de ajuda ou uma grande empresário, de um geito ou de outro eu acabaria de arrumar uma maneira de oprimir as pessoas até elas acabarem com suas vidinhas mediócres num banheiro abandonado qualquer.
Mas meu pai que era um cara bom, bom até demais, não me deixou quase nenhuma herança, e nem vai deixar nada além das dívidas, no entanto mesmo vivo e por ser tão bom ele me deixou alguma coisa, a porra da inocência. Nunca pensei que ia ser vítima da crueldade que plantei.
No momento que percebi que estava sendo lido, toda a minha liberdade de escrita foi arrancada de mim. Não tenho mais inocência da verborrogia descopromissada, afinal eu estou sendo observado, e preciso me comportar, pra me engajar no mundo bloguista e talvez virar uma celebridade. Mas eu não quero. Isso sim foi crueldade. Preciso de umas aulas com esse malandro.
Tem uma nova seção na barra ao lado, com teu link "muleque". Talvez fique feliz acabe por me deixar isolado no meu mundinho novamente. Ou não.

Ah, fudeu. Escreve um comentário aê qualquer. (Essa porra vicia, e tenho dito.)

Lá vou eu em rumo ao estrelato. SHIT.

Terça-feira, Outubro 04, 2005

Devaneios pro Trotta

Temos uns medos estranhos quando somos crianças, uns medinhos que hoje achamos engraçados até, mas que já passamos noites sem dormir pensando neles: medo de escuro, medo do bicho papão, medo de banho… Tá esse é foda, pouca criança não tem, e eu tinha, era uma cena super hilariante de se ver, se eu imaginar ela hoje em dia; minha mãe me tirava aos trancos do quarto, enquanto eu lutava para me agarrar em qualquer coisa, provocando conseqüentemente a queda de vasos e porta-retratos, o que ocasionava uma fúria assassina em minha progenitora, que a partir deste momento me arrastava com mais força, mas quando chegávamos a porta do banheiro eu sempre vencia: abria as pernas e os braços e impedia qualquer tentativa de tentar me forçar a entrar pela porta e fazer minha higiene diária. Mas divago, não sobre isso que quero falar.
Eu tinha um medo diferente das outras crianças. Enquanto meus amiguinhos remelentos tinham medo de vampiro, lobisomem, e principalmente de serem abandonados pelos pais, eu tinha medo de algo pior. Eu temia que meus pais fossem alienígenas, isso mesmo alienígenas, com anteninhas e tudo o mais, e que eles estivessem fazendo testes científicos em mim.
Sempre imaginei mil situações devido a esse meu medo. Imaginava que meus pais, no meio da noite enquanto eu dormia, ficavam analisando meus sonhos e planejando uma maneira de invadir a terra. Imaginava que tudo estava sendo filmado dentro da casa, e qualquer sussurro meu estaria sendo gravado, e estas imagens fariam parte de algum reality show extraterreno. Acho que foi nessa epóca que desenvolvi minha mania de perseguição... hei! Está olhando o quê?
Bem, bem, mas eu cresci, e descobri que meus pais não eram alienígenas, eram no máximo um pouco estranhos assim como todo mundo, e perdi aqueles medos bobos. Agora sou um homem, adulto, e com responsabilidades. Não tenho medo de nada, nem de bicho, nem de escuro, afinal tenho que votar no referendo sobre o desarmamento, para que os ladrões possam assaltar minha casa, sem o risco de eu estar armado, além de ter que pagar minhas contas e os impostos, temendo apenas perder o emprego e não conseguir pagar nada, e o ladrão ainda levar meu vale-transporte.

Acho que eu prefiro os medos antigos.